terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

PRO: Freelance Out

(Tema complicadinho, mais tarde publicaremos a matéria sobre tipos de dano =P)

Falamos duas vezes sobre Freelance, aqui e aqui. Agora vamos falar um pouquinho mais sobre a parte negativa. Justamente a parte que foi o estopim pra mim, a humilhação. E antes que eu acabe como a bonequinha da foto aí de cima, parei!

Existe a primeira necessidade, ou seja, coisas sem as quais você literalmente morre como: água, comida, saúde e moradia. Beleza é luxo! Faz cabelo e unha quem pode e não quem quer. Hoje em dia existe tutorial de TUDO na internet, fora profissionais de R$ 1,99. É bem simples, a pessoa pode ou não pode arcar com os custos de um bom profissional.

Existem histórias de arrepiar careca desde cliente que pediu para buscar dinheiro em casa, nunca mais voltou e ainda roubou o celular da profissional. Cliente que faz o procedimento, o cabelo está perfeito e na finalização começa a dizer que não gostou só para não pagar, inclusive já li relatos de meninas que combinam esse tipo de treta com as amigas. Cliente que nunca tem o valor total do serviço em mãos. Histórias essas vividas dentro de salões, quando partimos para o freela a coisa fica pior.

Não importa se você tem 5 ou 50 anos de profissão, se você não se valorizar vai acabar se prostituindo profissionalmente o resto da vida.
Algumas pessoas encaram o profissional freelance como empregado ou agem como se o profissional estivesse esmolando. Bons profissionais vivem com agenda cheia, um cliente a mais ou a menos não faz diferença. Sempre encarei o Freela como um plus a mais na relação cliente-profissional. Na verdade o profissional está me facilitando vindo até minha casa, no meu conforto, se submetendo a um ambiente nada ergonômico e sem infraestrutura nenhuma, só para me atender.

Acontece que muita gente não pensa assim, marca horário e não confirma, desmarca em cima da hora, atrasa o horário do atendimento, esquece que agendou visita e vai ao shopping... Ninguém faz isso com um profissional badalado, faz? Então se você profissional não deixar bem claro que não trabalha na Casa da mãe Joana e estabelecer as suas regras, nunca terá o respeito de seus clientes.

Tem ainda os chorões que fazem meu Óleo de Argan querer ir pra casa por vergonha, já cheguei a pedir "Por favor não compara meu reconstrutor com o .... da farmácia, ele vai ficar ofendido." E ouvir frases como: "Se só pranchar sai mais barato do que escovando?", "Nossa esse tratamento tem ouro?", "Não precisa escovar depois de enxaguar, só enxagua! Vai sair mais barato?", "Se eu também cortar você me dá desconto?"...
Quem conseguiu fazer cabelo comigo sabe que eu não cobro, ou melhor cobrava... caro. Fora presentear com hidratação, corte, escova, reconstruir no meio do processo de mechas (entre a descoloração e a matização), nutrir ao final e finalizar escovando, sendo que tem muito profissional que nem matiza pra não gastar tonalizante.

Sempre que esse tipo de coisa acontecia eu lembrava da frase memorável da Rochelle de Everybody Hates Chris, "I dont need this, my husband has two jobs" Graças a Deus eu hoje trabalho por amor, por quê quero e por quê não gosto de depender de ninguém, mas na verdade não preciso. Então... é bem irritante ficar esperando o pagamento em pé com uma mochila de mais de 10kg nas costas e sozinha no play por mais de trinta minutos, ouvir que a Maria Cotinha cobra metade do que eu cobro (embora ela não use metade do que eu uso), fazer cabelo hoje para receber 30 dias depois, não receber nem um copo de água, etc...

Fora pessoas arrogantes que dão a entender que não gostam ou não elogiam nada que você faça, mas sempre ligam novamente para agendar... Sinceramente não entendo, comigo é 8 ou 80, ame ou deixe.

Quando dei por mim estava cometendo os mesmos erros da época do Biscuit, aceitando mais e mais serviços, tendo pouco tempo para descançar, me sobrecarregando e me aborrecendo. Por isso decidi priorizar minha vida pessoal, espiritual, física e mental.
Preciso estar bem para os novos projetos e não, não estou com pressa, ansiosa, mas sem atropelar a órdem natural dos fatos.

Não vou generalizar, atendi pessoas que viraram verdadeiras amigas, fica até dificil falar de cada uma sem lembrar de fatos que me marcaram positivamente com confiança, cumplicidade, carinho e amizade que levarei pra sempre. Mas definitivamente meu local de trabalho é no salão, o salão é meu território e lá quem canta de galo sou eu. Afinal... minha casa, minhas regras.


Beijocas...



12 comentários:

  1. Oi! tbem já passei por estas situações. Hojé graças a Deus estou com meu pequeno salão a caminho. E com certas normas: fiado não, e por um tempo trabalhar sozinha. Para sentir que o salão e Meu. Bjs

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  2. Carla, vou te contar já passei por tantas situações como free que desisti, comecei com meu pequeno salão em casa mesmo e fui economizando até poder montar uma estrutura melhor num local melhor, porque as pessoas realmente se não saírem de casa pra um salão, tratam o freela como se estivessem fazendo um favor pra gente. Gosto muito da sua identidade em escrever, é muito sincera.

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  3. Sou professora de inglês e português e mtas pessoas já me pediram para dar aulas particulares na casa delas, mas nunca aceitei justamente por essa razão. Mas amigos meus professores tb já passaram por essa situação. Acho q é com td freelance q fazem isso... =/
    Mas boa sorte na nova etapa da sua vida então. Bjs.

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  4. Dani de Freitas Lima1 de fevereiro de 2011 07:16

    Carla...li o seu blog e achei mto interessante...tenho o cabelo bem lisinho e bem fino...gostaria de alguma dica para deixá-lo com mais volume...e também para pontas duplas...adoraria se vc fizesse um post sobre esses assuntos. Um abraço!

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  5. Eu vivo isso tudo e algo mais. Relamente tem cliente que da vontade de chorar de raiva mas vou caminhando ate conseguir o meu salão o que eu espero que não demore.
    Voçe realmente tem toda a razão as pessoas deveriam pensar antes de agendar com o profissional, e dar mais vfalor ao profissional Freelance.

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  6. Carla!

    Vc adivinhou meus pensamentos rsrsrs

    Estou no comecinho da profissão, me enchendo de cursos (caros!)para poder trabalhar com alguma segurança, mas o q venho notando é q as clientes não querem nem saber se vc trabalha com produtos de qualidade ou não, se é Dove ou L'Oréal para a maioria tanto faz, o q importa é ficarem lindas mesmo que vc tenha q operar milagre num cabelo totalmente mal tratado (pq cuidar q é bom ninguém quer: dá mt trabalho, não tem tempo, dinheiro, etc).

    E bateu aquela dúvida cruel quando decidi atender "delivery": como não tomar calote? Cobro adiantado?

    No curso q faço me ensinaram q o certo é esse. Inclusive, no salão-estágio, logo após a anamnese da cliente, a encaminhamos direto à recepção para efetuar o pagamento pelo serviço. Além disso, o diagnóstico é assinado por mim, por ela e pelo instrutor.

    Estou pensando em fazer a mesma coisa no freela! Afinal de contas, não compensa se matar para, no final de tudo, ganhar um "Deus lhe pague" né!

    Ai desculpa o desabafo!!!

    Bjus

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  7. Realmente esse negócio de freelance não dá certo, muitas pessoas acham que você esta fazendo de favor e acabam te tratando mal, sem falar que você não tem aquela certeza se vai ter trabalho, é muito ruim mesmo.

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  8. Qual o nome do seu salão e onde fica? Tem site? Bjus

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  9. Gostei muito do post.. e eu sei muito bem o como é isso.. eu sou manicure e sofro muito.. pq fala um valor e as pessoas ficam falando que é caro.. enquanto no salao eles cobram quase o dobro.

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  10. Mulher até parece eu falando *-* eu não trabalho com cabelos mas m interesso muitooo, trabalho com maquiagem e unhas e realmente isso eh barra, graças a déulz essa fase medonha passou agora trabalho em meu salão e apenas mas apenas para duas amigas em suas casas mas lah encontro mto conforto ;D heheh

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